sexta-feira, 24 de junho de 2011

RESUMO DAS ATIVIDADES DO CICLO DE ESTUDOS DO LEIR- UFOP

I Colóquio Nacional do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano

De 08 a 10 de outubro de 2008.
Local: ICHS – UFOP – Mariana/MG

O propósito do Colóquio é reunir os coordenadores regionais do LEIR com a finalidade de
aprofundar a discussão sobre a construção de um programa de pesquisa inter-institucional
articulando seis universidades brasileiras (UFOP, USP, UFES, Unesp, UFG e UFRB).

O colóquio apresenta os resultados de pesquisas em desenvolvimento e visa ao planejamento
de eventos, publicações, gestão e alimentação do site do LEIR, mecanismos de financiamento
das ações, estágios científicos, cooperação internacional e atividades integradas envolvendo as
coordenações.

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II Colóquio do LEIR – UFOP

Dia 8 de maio de 2009
Local: ICHS – UFOP – Mariana/MG

Ementa: O colóquio deste ano do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano, da Universidade
Federal de Ouro Preto (LEIR-UFOP), terá a característica de um seminário de pesquisa com o
objetivo de estabelecer um diálogo entre jovens pesquisadores e estudiosos mais experientes.
Alunos de iniciação científica e mestrado apresentarão seus trabalhos dando destaque às
dificuldades que encontram no desenvolvimento de suas pesquisas. A ênfase, assim, não recairá
nos resultados parciais já obtidos, consolidados.

Programação:

14:00 – Sarah Fernandes Lino de Azevedo (UFOP) Interações sociais, personagens femininas e
construção da imagem imperial no principado de Nero.

14:20 – Lucas Almeida de Souza (UFOP) A relação de poder entre as casas Imperiais e Senatoriais
no principado de Nero.

14:40 – Ygor Klain Belchior. O papel do imperador e a Ordem Senhorial, sob Nero.

15:00 – Comentários por parte dos Profs. Drs. Fábio Duarte Joly (UFRB) e Norberto Luiz
Guarinello (USP).

16:00 – Willian Mancine Vieira (UFOP) Os símbolos utilizados por Sêneca no Apocoloquintosis
para compor uma imagem negativa de Cláudio (41 – 54 d.C.).

16:20 – Mariana Alves Aguiar (UFOP) O general e o imperador, relações de poder na luta pela
conquista Armênia.

16:40 – Daniela Barbosa da Silva (UFU) A linguagem narrativa de Salústio.

17:00 – Comentários por parte dos Profs. Drs. Fábio Duarte Joly (UFRB) e Norberto Luiz
Guarinello (USP).

18:00 – Mesa redonda: perspectivas atuais de pesquisa sobre o Império Romano, com a participação dos professores convidados e do coordenador do Colóquio, Prof. Dr. Fábio Faversani.

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Minicurso

Dias 12, 13 e 14 de agosto de 2009, sempre das 15 às 17 horas.
Local: Sala I-01 do prédio de aulas do ICHS

Instrumentos eletrônicos de pesquisa e o tratamento de fontes textuais para o estudo do Império Romano, ministrado por Deivid Valério Gaia, doutorando pela École de Hautes Études em Sciences Sociales (EHESS), de Paris – França.

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Palestra

Dia 20/08/2009, quinta-feira, às 9 horas.
Local: Sala I-01 do prédio de aulas do ICHS.

Fronteiras do Mediterrâneo, ministrada pelo Prof. Dr. Norberto Luiz Guarinello – USP.

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Palestra

Dia 28 de agosto de 2009, sexta-feira, às 15 horas.
Local: Auditório do prédio novo do ICHS.

Metodologia para a pesquisa na longa duração sobre o Império Romano, ministrada por
Deivid Valério GAIA, doutorando pela École de Hautes Études em Sciences Sociales (EHESS), de Paris – França.

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Palestra

Dia 28 de agosto de 2009, sexta-feira, às 19 horas.
Local: Auditório do prédio novo do ICHS.

Elitismo cultural e “democratização da cultura” no Império Romano Tardio, ministrada por
Jean-Michel CARRIÉ, Professor da École de Hautes Études em Sciences Sociales (EHESS), de
Paris – França. (Haverá tradução da palestra e dos debates)

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Palestras

Dia 01/09/2009, terça-feira, às 15:30.
Local: Sala I-28 do prédio de aulas do ICHS.

Identidade e fronteiras entre heróis e multidão na Ilíada de Homero, ministrada pelo
Mestrando Gustavo Junqueira Duarte Oliveira – USP.

Themis e Dike em Hesíodo: aspectos de viagem rumo a uma 'ideologia camponesa', ministrada pelo Doutorando Carlos Eduardo S. L. Gomes – UFMG.

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Exibição e comentários sobre a série “Roma”

Dia 23/10/2009, sexta-feira a partir das 16:30 h.
Local: Sala I-02, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP – Mariana.

Episódio: “Son of Hades”.

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Apresentação do livro

Dia 06/11/09, sexta-feira, às 10 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

“Como se deve escrever História” de Luciano de Samósata, ministrado pelo Prof. Jacyntho
Lins Brandão, professor de Grego da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Palestra

Dia 19/03/2010, segunda-feira, às 19 horas.
Local Sala I-34 do prédio de aulas do ICHS.

Ética e Guerra em Eurípedes, ministrada pelo Prof. Juan Tobias Napoli, professor de Grego na Universidade Nacional de La Plata, Buenos Aires.

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Workshop

Dias 1 e 2 de maio de 2010, sábado e domingo, das 10 às 12 horas.
Local: Sala I-34 do prédio de aulas do ICHS

História, Retórica e Império em Tácito: visões da crítica moderna, ministrado pelo Prof. Fábio Duarte Joly, professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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III Colóquio do LEIR – UFOP

De 28 a 30 de abril de 2010.
Local: Sala de Reuniões do ICHS – UFOP, Mariana - Minas Gerais.

28 de abril

10 horas – Palestra Jacyntho Lins Brandão (UFMG): Sobre qual Império Romano Luciano está
falando em Como se deve escrever a história?

14 horas – Colóquio de pesquisa: alunos do LEIR-UFOP
Mariana Alves Aguiar: A política de Nero é a política do império?
20 minutos para apresentação, 20 minutos para debate.
Willian Mancini Vieira: O mos maiorum nas representações sobre o Imperador Cáudio.
30 minutos para apresentação, 30 minutos para debate.

16 horas – Palestra Paulo Martins (USP): Os romanos, o direito e a imagem.

18 horas – Colóquio de pesquisa: alunos e convidados
Rosangela Santoro de Souza Amato (mestranda, USP): Filostratus, um olhar.
20 minutos para apresentação, 20 minutos para debate.
André Luiz Cruz Tavares (doutorando, Unesp-Franca): O Império Romano visto pelos manuais
didáticos históricos da República Velha.
30 minutos para apresentação, 30 minutos para debate.

29 de abril

10 horas – Colóquio de pesquisa: alunos do LEIR-UFOP
Lucas Almeida: Tácito e a representação do patres familias.
20 minutos para apresentação, 20 minutos para debate.
Ygor Klain: Ordem e (des)ordem nos Anais, de Tácito.
30 minutos para apresentação, 30 minutos para debate

14 horas – Palestra Alexandre Agnolon (UFOP): Qual é o Império Romano de Marcial?

16 horas – Colóquio de pesquisa: alunos convidados.
Alex Degan (doutorando, USP): Qual é o Império Romano de Flávio Josefo?
30 minutos para apresentação, 30 minutos para debate.

17 horas – Palestra Fábi oFaversani (UFOP): Qual o Império Romano de Sêneca?

30 de abril

10 horas – Colóquio de pesquisa do LEIR – UFOP
Mamede Queiroz Dias: A autoridade do passado na narrativa de Tácito.
20 minutos para apresentação, 20 minutos para debate.
Sarah Fernandes Lino de Azevedo: Tácito e a história magistra uitae.
30 minutos apresentação, 30 minutos debate.

14 horas – Palestra Fábio Duarte Joly (UFRB): Qual é o Império Romano de Tácito?
16 horas – Palestra Noerberto Luiz Guarinello (USP): O que é o Império Romano?
18 horas – Debate de encerramento; balanço dos trabalhos.

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Mesa Redonda

Dia 18 de maio de 2010, terça-feira, 15:30 horas.
Local: Sala 20 do prédio anexo do ICHS.

Pricilla Adriane Ferreira Almeida – Dois olhares sobre a guerra civil: César e Lucano.
Flávia Freitas Moreira – O olhar do bárbaro em Héracles, de Luciano de Samósata.
Jorge Gesuilo Gonçalvez – Alcífron e os Parasitas: um estudo sobre os ákletoi no banquete grego.
Marina Pelluci Duarte Mortoza – O amor como doença em Safo de Lesbos.
Carlos Eduardo de Souza Lima Gomes – Adkins, Lloyd-Jones e Gagarin: leituras da justiça em
Homero.

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Workshop

Dia 17 de junho de 2010, quinta-feira, das 10 às 12 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

Grupos sociais de apoio e oposição aos imperadores, ministrado pela Profª. Ana Teresa
Marques Gonçalves, professora da Universidade Federal de Goiás.

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Palestra

Dia 2 de julho de 2010, sexta-feira, às 14 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

Rompendo o silêncio: a construção do discurso oratório de Quintiliano, ministrado pelo Prof.
Antônio Martinez de Rezende, professor de língua e literatura Latina na Universidade Federal de
Minas Gerais.

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Palestra

Dia 10/09/2010, sexta-feira, às 17 horas
Local: Sala de reuniões do ICHS

La relación saber-poder-verdad em los antiguos, ministrada pela Profª. Maria Cecilia
Colombani, da Universidad de Morón, Argentina.

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Palestra

Dia 24/09/2010, sexta, às 14 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

“Construción y legitimación del poder em Roma: el paradigma de Julio César”

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Palestras

Dia 01/10/2010, sexta-feira, às 14 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

A polêmica na tradição retórica latina, ministrada pelo Prof. Adriano Scatolin, da Universidade de São Paulo.

Observações sobre a matéria retórica no manual escolar de Fortunaciano (séc. IV d.C.?), ministrada por Izabella Lombardi Garbellini, da Universidade de São Paulo.

A Crestomatia de Proclo: tradução integral e comentário, ministrado por Ícaro Francesconi
Gatti, da Universidade de São Paulo.

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Mini-curso

Dias 9 e 10 de outubro de 2010, sábado e domingo, das 14 às 17 horas.
Local: Sala I-34 do prédio de aulas do ICHS.

Numismática antiga, com ênfase no Principado Romano, ministrado pelo Prof. Cláudio
Umpierre Carlan, professor da Universidade Federal de Alfenas.

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Mini-curso

Dia 29 de outubro de 2010, sexta-feira, das 14 às 16 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

Elementos do romance antigo romano, ministrado pelo Prof. Dr. Cláudio Aquati, professor da Universidade Estadual Paulista.

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Palestra

Dia 12/11/2010, sexta-feira, às 16 horas.
Local: Sala de reuniões do ICHS.

Fortuna, labirinto e naufrágio no Satyricon de Petrónio, ministrada pelo Prof. Delfim Leão, da Universidade de Coimbra.

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IV Colóquio do LEIR - UFOP
Poderes, ideais e narrativas no Império Romano.
De 26 a 27 de maio de 2011.
Local: Sala de Reuniões do ICHS – UFOP, Mariana - Minas Gerais.

Dia 26 de maio de 2011. (Mesa 1)

Sarah Fernandes Lino de Azevedo: Retórica e política: considerações sobre a presença de
personagens femininas nos Anais, de Tácito.

Daniela Barbosa da Silva: Usos da memória na preservação de um ideal de República em Guerra
Catilinária de Caio Salústio Crispo.

Mariana Alves de Aguiar: A Narrativa taciteana: o papel dos generais na composição da imagem
imperial.

(Mesa 2)

Laura Zamuner Vasconcellos: As festividades romanas: um simples divertimento?

Prema Hari Perroni: Astrologia: uma ciência e seu uso político em Manílio e Suetônio.

Annelizi Fermino: A disciplina militar e o bem estar imperial em Feitos e Ditos Memoráveis de
Valério Máximo.

Vinícius Albano Blanc Faria: O Virgílio platônico: a ‘parelha alada’ no Quarto Canto da Eneida.

17h 30min – Conferência com Carlos Augusto Machado (Unifesp): “Inscrevendo o sagrado:
epigrafia e religião na Roma tardo-antiga”.

Dia 27 de maio de 2011 (Mesa 3)

Lucas Almeida de Souza: A construção da imagem de Tibério (14 a 37 d.C) na História Romana de Veléio Patérculo.

João Victor Lanna de Freitas: A construção da Imagem Imperial: Augusto, Tibério e o jogo de
aparências em Tácito.

Mamede Queiros Dias: O principado e a História nos Anais, de Tácito.

16:00 – Balanço dos trabalhos com Norberto Luiz Guarinello (USP).


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Workshop:
Dia 28 de maio de 2011, sábado das 10:00 às 12:00 e 13:30 ás 16:30
Local: Sala de Reuniões do ICHS – UFOP, Mariana - Minas Gerais.

Representação, identidade e conflito religioso no Império Romano: João Crisóstomo e a
cristianização de Antioquia apresentado pelo prof. Dr. Gilvan Ventura da Silva (UFES)

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Apresentação e discussão sobre o filme: A vida de Brian (comentário com o prof. dr. Fábio
Duarte Joly )
Dia 08 de Junho de 2011, quarta-feira, das 16h às 18h30min. Local: Sala I-24.

Cursos de inverno: Língua Latina e Língua Grega

Em uma iniciativa da UFOP em associação com os colegas da USP e da UFMG, o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana oferece pela primeira vez oficinas de iniciação em Língua Grega e em Língua Latina. A nossa ideia é ter estes e outros cursos sendo oferecidos regularmente como cursos de férias (se tudo der certo, não apenas no Inverno, mas também no verão). Pretendemos criar um espaço de formação intensiva em Estudos Clássicos, de intercâmbio entre pesquisadores, e (Para quem conhece nossas atividades já desconfiava) de muita diversão e prazer com a convivência nas cidades de Mariana e Ouro Preto. Sendo assim, convidamos a todos para participar destas atividades. Segue abaixo a informação que consta no site do Festival sobre as oficinas:

MINI-CURSO DE LÍNGUA LATINA
A Oficina visa oferecer instrumental teórico mínimo de língua latina; rudimentos de gramática: substantivos, adjetivos, pronomes, morfossintaxe dos casos, os verbos, certas especificidades da sintaxe do latim; e, principalmente, a capacidade de ler e traduzir pequenos textos nas referidas línguas.
Ministrante: Tarsila de Oliveira Delfine Doná (USP)
Tarsila de Oliveira Delfine Doná é mestranda em Língua e Literatura Latina pela FFLCH/USP.
Vagas: 30
Realização: 11 a 23 de julho
Horário: 09h às 12h
Carga horária: Total: 39 horas / Diária: 3 horas
Público-alvo: Estudantes de Letras, História e Filosofia
Material do aluno: Caderno, caneta, Lápis e borracha
Valor da inscrição: Gratuita
Local: ICHS - Instituto de Ciências Humanas e Sociais - Rua do Seminário, sem número - Centro - Mariana - MG

MINI-CURSO DE LÍNGUA GREGA
Ministrante: Andreza Sara Caetano de Avelar Moreira (UFMG)
Andreza Sara Caetano de Avelar Moreira é graduanda em Estudos Clássicos pela UFMG.
Vagas: 30
Realização: 11 a 23 de julho
Horário: 09h às 12h
Carga horária: Total: 39 horas / Diária: 3 horas
Público-alvo: Estudantes de Letras, História e Filosofia
Material do aluno: Caderno, caneta, Lápis e borracha
Valor da inscrição: Gratuita
Local: ICHS - Instituto de Ciências Humanas e Sociais - Rua do Seminário, sem número - Centro - Mariana - MG

maiores informações em: http://www.festivaldeinverno.ufop.br/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

5º Seminário Nacional de História da Historiografia: biografia e história intelectual

5º Seminário Nacional de História da Historiografia: biografia e história intelectual

Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS)

agosto 22, 2011 – agosto 25, 2011



Prazo de inscrição: 10/ 06/ 2011 - maiores informações em: http://www.seminariodehistoria.ufop.br/ocs/index.php/snhh/2011

Apreender o indivíduo e, através dele, compreender uma época parece ser uma das possibilidades sedutoras da biografia, como se no indivíduo pudesse ser escrita sempre uma biografia mais ampla e coletiva. Ao mesmo tempo, toda história individual comporta algo de inefável, sem o que é difícil explicar o fascinosum do gênero biográfico. Se para Dilthey a biografia constitui a "cellula mater" da história, para Bourdieu ela assenta fundamentalmente numa "ilusão". Os riscos que a envolvem e sua íntima relação com a literatura levou a que, por vezes, fosse questionada sua presença no campo da pesquisa história acadêmica. O caráter híbrido do gênero biográfico constitui, talvez, o maior endosso à sua abordagem. Hoje, entre os campos da história, ele está longe de ser um sinônimo de fuga ao rigor da compreensão. Ele representa, antes, um horizonte que se abre.
Biografia e história intelectual articulam-se através da investigação das ideias e das práticas discursivas. Compartilham, ademais, a assertiva de que o âmbito do imaginário ou da cultura mostram-se performativos, vindo a incidir - e a transfigurar - escolhas e trajetórias de vida, bem como ideários e identidades sociais.
Confira o blog cultural do 5SNHH!! Nele você encontra informações sobre atrações turísticas na região, transporte, hospedagem, alimentação e muitas outras coisas para tornar sua estadia durante os dias do evento ainda muito mais agradável.
ATENÇÃO: Este ano trazemos a novidade da premiação do melhor painel, que receberá um Ipod Touch 8G. Confira as características do produto na loja da Apple.

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Professores sócios da SBTHH - R$77,00Pós-graduandos sócios - R$59,00
Professores e pós-graduandos não sócios R$ 185,00.
Alunos de graduação não são elegíveis como participantes dessa categoria.

Coordenadores: Prof. Dr. Fábio Faversani (UFOP) & Prof. Dr. Fábio Joly(UFOP)

Ementa: O gênero biográfico, como foi praticado modernamente, como é sabido, não era conhecido dos antigos. Os bíoi, para o exemplo mais notável, não podem ser confundidas com o gênero biográfico produzido em sociedades burguesas. A palavra biografia só surgirá nas línguas modernas com os processos de desarticulação das sociedades de Antigo Regime. Na Língua Portuguesa, segundo o dicionário Houaiss, a primeira ocorrência data do século XIX[1]. Para o Inglês e o Francês o mesmo se verifica, ainda que as referências iniciais sejam anteriores, como foi na França e na Inglaterra a crise do Antigo Regime. Impossível não reconhecer que apesar de os gregos (e helenizados) designarem por biói algo diverso do que chamamos de biografias, ambas são tomadas livremente como sinônimos, inclusive por especialistas. Assim, o primeiro tema que se coloca em debate é o estudo do que podemos conceituar como biografia nas fontes antigas e como este conjunto de textos pode servir aos estudos da história, colocando em destaque o que elas têm de particular em seu contexto de produção e na construção de uma tradição literária para a qual foram instituídas como fundadoras. No estudo da Antiguidade ganha particular interesse as relações entre as biói e as histórias, visto que as fronteiras, quer de cada qual quer especialmente entre elas, está longe de ser clara.


A construção da imagem de personagens antigos ao longo do tempo tem uma importância inquestionável tanto para a Antiguidade quanto para as sociedades posteriores. Homens e mulheres da Antiguidade foram se constituindo através dos séculos como modelos presentes e muito vivos tanto de comportamentos negativos quanto positivos. Este processo multissecular faz com que mesmo pessoas pouco instruídas saibam quem foi César, Augusto, Nero, Messalina, ou Jesus Cristo. Assim, apesar de não existir o gênero biográfico na Antiguidade, o exercício do gênero biográfico a partir da Antiguidade é sem dúvida basilar para o gênero como hoje o conhecemos. Deste modo, outro tema fundamental a se colocar em discussão são os processos não só de recepção, mas também da constituição de tradições interpretativas da Antiguidade, tendo por foco a biografia e suas relações com a história.



Cremos ser importante destacar mais fortemente a necessidade de se produzir biografias e estudar a história das biografias que foram construídas. Como ressaltou David Nasaw, na apresentação que escreveu para o dossiê sobre biografias publicado em 2009 pela The American Historical Review: "Biography remains the profession's unloved stepchild, occasionally but grudgingly let in the door, more often shut outside with the riffraff."[2] O fato do estudo das biografias ter sido tradicionalmente descurado por historiadores deve ser mais uma razão para nos dedicarmos a ele. Afinal, a composição das biografias ao longo do tempo acaba por fornecer um rico material não só para refletirmos sobre a Antiguidade, mas também sobre como as mais diversas sociedades construíram suas autoimagens a partir da Antiguidade. Serve ainda como material para refletir como historiadores da Antiguidade e profissionais de outras áreas (notadamente jornalistas e literatos, incluindo aqui casos muito interessantes de historiadores escrevendo biografias como não-historiadores, como foi o caso de Pierre Grimal) compuseram narrativas biográficas. Estudar a biografia a partir da Antiguidade pode permitir avaliar os diversos e multiformes momentos que nos levam de um ponto que poderíamos estabelecer arbitrariamente na "Antiguidade" quando a biografia não era a biografia até um ponto colocado de forma igualmente arbitrária nos debates presentes em que se quer que a biografia seja história (ou microhistória, ou prosopografia, ou biografia coletiva, ou uma abordagem neofenomenológica, ou...).



Dentro deste amplo escopo (que engloba o estudo das biói e seu uso como fonte pelos historiadores, a construção do gênero biográfico como modalidade literária antiga, a recepção e constituição de biografias de antigos pelos modernos e a produção de modalidades narrativas historiográficas e não-historiográficas tendo como foco biografias antigas) esperamos poder constituir um Seminário Temático que auxilie na reflexão sobre a História da Historiografia Antiga a partir de múltiplas abordagens. 

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[1] A referência inicial reportada pelo Houaiss é J.C. Feo Cardozo de Castello Branco e Torres. Memórias contendo a biographia do Vice Almirante Luiz da Motta Feio. 1825. HOUAISS, Antônio. "Biografia". In: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001. p. 456.



[2] David Nasaw, "Introduction". The American Historical Review, Vol. 114, No. 3 (June 2009), pp. 573-578