terça-feira, 10 de maio de 2011

MINI- CURSO: "IDENTIDADES NO ALTO IMPÉRIO ROMANO"

O MINI-CURSO "Representação, identidade e conflito religioso no Império Romano: João Crisóstomo e a cristianização de Antioquia" SERÁ MINISTRADO PELO PROFESSOR DA UFES GILVAN VENTURA, NO DIA 28/05/11.

TODOS OS INTERESSADOS DEVEM ENTRAR EM CONTATO PELO E-MAIL: leir@ufop.br.
A INSCRIÇÃO ANTECIPADA É ESSENCIAL PARA QUE OS ALUNOS ACOMPANHEM O CURSO, JÁ QUE IREMOS DISPONIBILIZAR ATRAVÉS DOS E-MAILS DOS INTERESSADOS OS TEXTOS QUE SERÃO LEITURA OBRIGATÓRIA

ESSE MINI-CURSO É PARTE DO IV Colóquio Regional do Laboratório de Estudos Sobre o Império Romano: “A REPÚBLICA NO IMPÉRIO ROMANO”.


O EVENTO OCORRERÁ DURANTE OS DIAS 26 E 27 DE MAIO, NA SALA DE REUNIÕES DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO.

Ementa: A fundação do Principado é uma divisão bem conhecida para os historiadores. Dentre as muitas criadas pelos historiadores para a História de Roma, talvez seja a mais conhecida. Considera a hegemonia de Otaviano como marco. A partir de 31 a.C. (vitória em Ácio) ou 27 a.C. (quando Otaviano recebe o título de Augusto pelo Senado), Roma teria deixado de ser uma República para se tornar um Império. Haveria uma transição da soberania do Senado para as mãos de um único homem, o Imperador. Contudo, as fontes continuam se referindo à República e a formação do novo regime sob Augusto se deu sob o título de restauração da República. Pode-se entender o Império como o fim da República, que só nominalmente seguiria existindo, como farsa? A partir de Augusto se dá uma concentração de poderes nas mãos de um monarca e as instituições republicanas, como o Senado e as magistraturas passam a ser dirigidas por sua vontade? Um outro campo de discussão aberto pelo problema da fronteira entre a República e o Império se refere ao aspecto dos níveis de institucionalização da atividade política. Augusto instituiu o Principado sem uma reforma constitucional de fundo, como demonstra o fato da própria posição do Imperador não corresponder a uma magistratura estabelecida. Neste sentido, podem-se discutir os limites apresentados pelos espaços formais do exercício político, notadamente o Senado e as assembléias, para que espaços informais como a domus Caesaris e o anfiteatro ganhassem espaço. Deste modo, compreender a política sob o Principado pressupõe, mais do que para outros períodos, questionar a distância entre de iure e de facto na medida em que haveria um novo regime político, o Principado, funcionando sob o arcabouço institucional de um regime político que não existiria mais, a República. Neste sentido, poderíamos pensar os aspectos institucionais como mera formalidade vazia? Deveríamos concentrar, assim, nossas análises no âmbito das relações informais, notadamente à constituição das casas? Deste modo, o propósito do Colóquio do Leir-UFOP de 2011 é colocar em debate as fronteiras entre República e Império e entre os aspectos formais e informais da ação política.

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